quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Saúde

Psicologia (do grego Ψυχολογία, transl. psykhologuía, de ψυχή, psykhé, "psique, "alma", "mente" e λόγος, lógos, "palavra", "razão" ou "estudo") "é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que organismo faz) e os processos mentais (experiências subjetivas inferidas através do comportamento)".[1] O principal foco da psicologia se encontra no indivíduo, em geral humano, mas o estudo do comportamento animal para fins de pesquisa e correlação, na área da psicologia comparada, também desempenha um papel importante (veja também etologia).
A psicologia científica, tratada neste artigo, não deve confundir-se com a psicologia do senso comum ou psicologia popular que é o conjunto de ideias, crenças e convicções transmitido culturalmente e que cada indivíduo possui a respeito de como as pessoas funcionam, se comportam, sentem e pensam. A psicologia usa em parte o mesmo vocabulário, que adquire assim significados diversos de acordo com o contexto em que é usado.[2] Assim, termos como "personalidade" ou "depressão" têm significados diferentes na linguagem psicológica e na linguagem quotidiana. A própria palavra "psicologia" é muitas vezes usada na linguagem comum como sinônimo de psicoterapia e, como esta, é muitas vezes confundida com a psicanálise ou mesmo a análise do comportamento.
O termo parapsicologia, ligado ao vocábulo paranormal, não se refere a um conceito ou a uma disciplina da Psicologia; trata-se de um campo de estudo não reconhecido pela comunidade científica.

Extrativismo


Extração da Borracha
O ciclo da borracha constituiu uma parte importante da história econômica e social do Brasil, estando relacionado com a extração e comercialização da borracha. Este ciclo teve o seu centro na região amazônica, proporcionando grande expansão da colonização, atraindo riqueza e causando transformações culturais e sociais, além de dar grande impulso às cidades de Manaus, Porto Velho e Belém, até hoje maiores centros e capitais de seus Estados, Amazonas, Rondônia e Pará, respectivamente. No mesmo período foi criado o Território Federal do Acre, atual Estado do Acre, cuja área foi adquirida da Bolívia por meio de uma compra por 2 milhões de libras esterlinas em 1903. O ciclo da borracha viveu seu auge entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 e 1945 durante a II Guerra Mundial (1939-1945).
A primeira fábrica de produtos de borracha (ligas elásticas e suspensórios) surgiu na França, em Paris, no ano de 1803. Contudo, o material ainda apresentava algumas desvantagens: à temperatura ambiente, a goma mostrava-se pegajosa. Com o aumento da temperatura, a goma ficava ainda mais mole e pegajosa, ao passo que a diminuição da temperatura era acompanhada do endurecimento e rigidez da borracha.
Foram os índios centro-americanos os primeiros a descobrir e fazer uso das propriedades singulares da borracha natural. Entretanto, foi na floresta amazônica que de fato se desenvolveu a atividade da extração da borracha, a partir da seringa ou seringueira .
O primeiro ciclo da borracha - 1879/1912
Durante os primeiros quatro séculos e meio do descobrimento, como não foram encontradas riquezas de ouro ou minerais preciosos na Amazônia, as populações da hiléia brasileira viviam praticamente em isolamento, porque nem a coroa portuguesa e, posteriormente, nem oimpério brasileiro conseguiram concretizar ações governamentais que incentivassem o progresso na região. Vivendo do extrativismo vegetal, a economia regional se desenvolveu por ciclos (Drogas do Sertão), acompanhando o interesse do mercado nos diversos recursos naturais da região. Para extração da borracha neste período, acontece uma migração de nordestinos, pricipalmente do Ceará, pois o estado sofria as consequências das secas do final do século XIX.
O desenvolvimento tecnológico e a Revolução Industrial, na Europa, foram o estopim que fizeram da borracha natural, até então um produto exclusivo da Amazônia, um produto muito procurado e valorizado, gerando lucros e dividendos a quem quer que se aventurasse neste comércio.
Desde o início da segunda metade do século XIX, a borracha passou a exercer forte atração sobre empreendedores visionários. A atividade extrativista do látex na Amazônia revelou-se de imediato muito lucrativa. A borracha natural logo conquistou um lugar de destaque nas indústrias da Europa e da América do Norte, alcançando elevado preço. Isto fez com que diversas pessoas viessem ao Brasil na intenção de conhecer a seringueira e os métodos e processos de extração, a fim de tentar também lucrar de alguma forma com esta riqueza.
A partir da extração da borracha surgiram várias cidades e povoados, depois também transformados em cidades. Belém e Manaus, que já existiam, passaram então por importante transformação e urbanização. Manaus foi a primeira cidade brasileira a ser urbanizada e a segunda a possuir energia elétrica - a primeira foi Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

O fim do monopólio amazônico da borracha
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, terminada em 1912, já chegava tarde. A Amazônia já estava perdendo a primazia do monopólio de produção da borracha porque os seringais plantados pelos ingleses na Malásia, no Ceilão e na África tropical, com sementes oriundas da própria Amazônia, passaram a produzir látex com maior eficiência e produtividade. Conseqüentemente, com custos menores e preço final menor, o que os fez assumir o controle do comércio mundial do produto.
A borracha natural da Amazônia passou a ter um preço proibitivo no mercado mundial, tendo como reflexo imediato a estagnação da economia regional. A crise da borracha tornou-se ainda maior porque a falta de visão empresarial e governamental resultou na ausência de alternativas que possibilitassem o desenvolvimento regional, tendo como conseqüência imediata a estagnação também das cidades. A falta não pode ser atribuída apenas aos empresários tidos como barões da borracha e à classe dominante em geral, mas também ao governo e políticos que não incentivaram a criação de projetos administrativos que gerassem um planejamento e um desenvolvimento sustentado da atividade de extração do látex.
A Malásia, que investiu no plantio de seringueiras e em técnicas de extração do látex, foi a principal responsável pela queda do monopóliobrasileiro.
Embora restando a ferrovia Madeira-Mamoré e as cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim como herança deste apogeu, a crise econômica provocada pelo término do ciclo da borracha deixou marcas profundas em toda a região amazônica: queda na receita dos Estados, alto índice de desemprego, êxodo rural e urbano, sobrados e mansões completamente abandonados, e, principalmente, completa falta de expectativas em relação ao futuro para os que insistiram em permanecer na região.
Os trabalhadores dos seringais, agora desprovidos da renda da extração, fixaram-se na periferia de Manaus em busca de melhores condições de vida. Por volta de 1920, começaram a formar o que seria chamado de cidade flutuante, que se consolidaria até a década de 1967 .
O governo central do Brasil até criou um órgão com o objetivo de contornar a crise, chamado Superintendência de Defesa da Borracha, mas esta superintendência foi ineficiente e não conseguiu garantir ganhos reais, sendo, por esta razão, desativada não muito tempo depois de sua criação.
A partir do final da década de 1920, Henry Ford, o pioneiro da indústria americana de automóveis, empreendeu o cultivo de seringais na Amazônia criando 1927 a cidade de Fordlândia e posteriormente (1934) Belterra, no Oeste do Pará, especialmente para este fim, com técnicas de cultivo e cuidados especiais, mas a iniciativa não logrou êxito já que a plantação foi atacada por uma praga na folhagem conhecida como mal-de-folhas, causada pelo fungo Microcyclus ulei.

O segundo ciclo da borracha - 1942/1945
A Amazônia viveria outra vez o ciclo da borracha durante a Segunda Guerra Mundial, embora por pouco tempo. Como forças japonesasdominaram militarmente o Pacífico Sul nos primeiros meses de 1942 e invadiram também a Malásia, o controle dos seringais passou a estar nas mãos dos nipônicos, o que culminou na queda de 97% da produção da borracha asiática.
Isto resultaria na implantação de mais alguns elementos, inclusive de infra-estrutura, apenas em Belém, desta vez por parte dos Estados Unidos. A exemplo disso, temos o Banco de Crédito da Borracha, atual Banco da Amazônia; o Grande Hotel, luxuoso hotel construído em Belém em apenas 3 anos, onde hoje é o Hilton Hotel; o aeroporto de Belém; a base aérea de Belém; entre outros.
Os finais abruptos do primeiro e do segundo ciclo da borracha demonstraram a incapacidade empresarial e falta de visão da classe dominante e dos políticos da região. O final da guerra conduziu, pela segunda vez, à perda da chance de fazer vingar esta atividade econômica. Não se fomentou qualquer plano de efetivo desenvolvimento sustentado na região, o que gerou reflexos imediatos: assim que terminou a Segunda Guerra Mundial, tanto as economias de vencedores como de vencidos se reorganizaram na Europa e na Ásia, fazendo cessar novamente as atividades nos velhos e ineficientes seringais da Amazônia.

Meio ambiente



Meio ambiente é o conjunto de forças e condições que cercam e influenciam os seres vivos e as coisas em geral.
Os constituintes do meio ambiente compreendem fatores abióticos, como o clima, a iluminação, a pressão, o teor de oxigênio, e bióticos, como as condições de alimentação, modo de vida em sociedade e para o homem, educação, companhia, saúde e outros. Este artigo refere-se aos aspetos ecológicos do meio ambiente.

A agressão ao meio ambiente atinge a nós mesmos. Ou será que não somos personagens dessa história? Somos todos agentes transformadores e, se estamos utilizando essa capacidade para transformarmos para o mal, também podemos utilizá-la para o bem. As pessoas, de maneira geral, passaram a reconhecer a necessidade de uma mudança dê comportamento diante das questões ambientais, e isso inclui o ato de protestar e denunciar.

De maneira incisiva ou irônica as pessoas buscam se expressar. A Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA), por exemplo, lançou de 1982 a 2005, a "Lista Suja" , uma espécie de lista negra que relacionava os agentes que mais contribuíam para a degradação ambiental em Minas Gerais e no país. Na capital paulista, houve um tempo em que foi criado um "prêmio” para o candidato que mais poluía a cidade com suas propagandas, o Troféu Porcolino. Nesta mesma linha de ação, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulga semestralmente, a lista de empregadores que exploraram trabalho escravo (Ministério do Trabalho e Emprego, 2009).

A fiscalização e a conscientização tem sido apontadas como importantes estratégias para o enfrentamento dos problemas que afetam o meio ambiente. Neste sentido, é interessante a experiência da Divisão de Fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em São Paulo, que percebeu que a consciência ambiental da população aumentou muito nos últimos anos. Os indicadores dessa mudança são o aumento da quantidade de denúncias e a qualificação que as pessoas adquiriram por meio de campanhas educativas realizadas pelo governo, por organizações da sociedade civil e pela mídia.

O lixo é um dos principais problemas que afligem cidades do mundo inteiro. Outras questões, como desmatamento, queimadas, poluição atmosférica, qualidade da água, comércio de animais silvestres, poluição de mananciais, perda de biodiversidade, também estão na pauta de discussões dos problemas ambientais que enfrentamos diariamente, porém apenas como espectadores.

Em 1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte forma: "O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas."

Curiosidade


 A fundação do Partido Comunista Brasileiro
A repressão a todas as greves dos trabalhadores, fez com que influentes lideranças sindicais reavaliassem a forma como o movimentos grevistas eram conduzidos. Essas lideranças acreditavam que o fracasso das greves dos trabalhadores estava relacionado com a inconsistência ideológica e incapacidade política da direção do movimento sindical. Procuraram então, romper com a influência dos anarquistas fundando o Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1922.

A criação do PCB abriu novas perspectivas ao movimento operário brasileiro. Ao atribuir aos trabalhadores o papel de condutor da revolução proletária no Brasil, o PCB causou apreensão entre a burguesia industrial e as oligarquias agrárias. Por esse motivo, o governo de Epitácio Pessoa apressou-se em colocar o PCB na ilegalidade proibindo todas as suas atividades.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011


Bens de consumo: telefone celular
Adolf Hitler, em 1888, foi pioneiro na transmissão de códigos pelo ar. A descoberta tornou-se indefectível à idealização de rádios-transmissores. Além disso, proporcionou a primeira ligação por telefonia entre continentes, ocorrida no ano de 1914.
A comunicação móvel era conhecida desde o começo do século XX. Desenvolvido inicialmente pela atriz hollywoodiana Hedwig Kiesler (Hedy Lamaar) e patenteado em 1940, o celular surge como um sistema de comunicação à distância que mudasse sempre de canal para que as freqüências não fossem interceptadas. No ano de 1947, começou-se o desenvolvimento no laboratório Bell, nos EUA. No laboratório Bell, foi desenvolvido um sistema telefônico de alta capacidade interligado por diversas antenas, sendo que, cada antena, era considerada uma célula. Por isso o nome de "celular".
O primeiro celular foi desenvolvido pela Ericsson, em 1956, denominado Ericsson MTA ( Mobilie Telephony A ) Ericsson MTA, pesava cerca de 40 quilos e foi desenvolvido para ser instalado em porta malas de carros. A empresa americana Motorola passou a desenvolver seu modelo de celular e no dia 3 de abril de 1973, em Nova York, apresentou o modelo Motorola Dynatac 8000X. Usando esse modelo ocorreu a histórica primeira ligação de um aparelho celular, realizada por Martin Cooper, diretor de sistemas de operações da empresa Motorola. O aparelho, muito prosaico, tinha 25 cm de comprimento e 7 cm de largura, além de pesar cerca de 1 quilo.
Os assinantes pagavam 20 mil dólares para possuir um sistema de telefonia deste tipo. Nas décadas de 70 e 80, países como Japão e Suécia efetivaram tecnologias próprias. Já no final da década de 1980, a tecnologia estava desenvolvida em quase todos os países. A revolução propiciada pelo celular iniciou também o seu processo de digitalização.

A Lumber, o Contestado e a história do desmatamento da floresta de araucária(1911)

Esse artigo trata da história da maior madeireira da América Latina no início do século XX, a Southern Brazil Lumber and Colonization Company. A Lumber, como era chamada, foi fundada nos EUA e era uma empresa madeireira e colonizadora, subsidiária da empresa construtora da mais importante ferrovia do Sul do Brasil, a São Paulo – Rio Grande. A empresa instalou serrarias a partir de 1911 em área contestada entre os Estados do Paraná e Santa Catarina e também na região dos Campos Gerais do Paraná, na divisa com o Estado de São Paulo.
A serraria principal ficava na localidade de Três Barras, atual planalto norte de Santa Catarina, e dispunha de maquinário de alta tecnologia e trabalhadores especializados vindos diretamente dos EUA .Para suprir a grande capacidade produtiva dessa e das outras serrarias, a Lumber comprou uma série de fazendas cobertas de florestas de araucária, mas também habitadas por posseiros que viviam há anos na região. Juntamente com a chegada da ferrovia, essa situação favoreceu um processo de especulação de terras e disputas políticas entre coronéis e posseiros pobres pelo acesso a terra, o que favoreceu a Guerra do Contestado (1912-1916). A questão da Guerra do Contestado já foi abordada por uma série de trabalhos, mas a dimensão ambiental da atuação da Lumber não foi estudada até agora, pois além da atuação violenta contra os caboclos podemos afirmar que houve também uma atuação violenta da empresa contra as florestas de araucária da região.
      A história da Lumber no planalto sul-brasileiro está estreitamente ligada a construção da ferrovia São Paulo - Rio Grande, que ligaria Itararé (SP), passando pelo interior dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul até a cidade de Santa Maria (RS). Essa ferrovia significou a possibilidade de vastas regiões do interior dos Estados do sul, bem como Porto Alegre e Montevidéu terem uma conexão ferroviária com São Paulo e Rio de Janeiro. A ferrovia cortou extensas áreas coloniais do sul do Paraná e fomentou a colonização de vastas regiões "escassamente povoadas" do oeste de Santa Catarina, onde há poucos anos – até 1895 - essas terras estavam em disputa com a Argentina, na chamada questão de Palmas ou Missiones. (NODARI, 1999)
Um exemplo da capacidade industrial da Lumber pode ser encontrado nos dados de exportação de madeira para Buenos Aires no período anterior e posterior a instalação da Lumber no planalto Contestado. Em 1906 as vendas de madeira do estado do Paraná para Buenos Aires e Montevidéu, na época ainda bastante incipiente e cuja indústria madeireira era basicamente limitada aos arredores de Curitiba, somavam cerca de 60 mil tábuas de pinho e imbuia e cerca de 8 mil unidades de outros tipos de peças de madeira (vigas, dormentes, pranchões). Essa quantidade de madeira vendida era pequena se comparada aos dados de venda da Lumber para Buenos Aires e Montevidéu poucos anos depois, que alcançavam, tomando como base o ano de 1916 cerca de 15 milhões de pés. (34.950 m³).[8] (MARTINS, 1909, p.10; NOLTING, 1917, p.2)
Essa tendência de utilização da floresta para transformação em produtos madeireiros se intensifica justamente nesse momento, como podemos acompanhar pelos dados a seguir, o que também era viabilizado pela construção da ferrovia:
Exportação de pinho (1911-1967):
COMÉRCIO INTERNACIONAL
Exportação de Pinho do Brasil
Anos
Toneladas
1911
4.412
1912
3.736
1913
11.932
1914
5.809
1915
30.719
1916
71.126
1917
45.713
1918
152.021
1919
71.621
1920
84.885
Década de 1910
481.974
1921
72.036
1922
100.774
1923
143.243
1924
112.907
1925
95.844
1926
79.939
1927
88.791
Década de 1920
950.296
1937
205.262
Década de 1930
1.594.194
1947
476.412
Década de 1940
3.766.140
1957
769.416
1967
1.053.900 m³
Embora a exportação de pinho tenha freqüentes altos e baixos, devido principalmente a fatores cambiais, de superprodução ou de concorrência com madeiras de outros países, observa-se um espantoso crescimento a partir de 1915, e que tenderá a crescer mais e se manter em patamares elevados até as décadas de 1960 e 1970. Toda essa produção representou ainda por muitas décadas na economia do Paraná e de Santa Catarina o principal produto de exportação. Em nível nacional, a araucária representou também por muitas décadas, a principal madeira exportada pelo país. (HUECK, 1972) Se a ferrovia e o aparecimento dos caminhões (principalmente a partir da década de 1930) permitiram o desenvolvimento da indústria madeireira sulina, incluindo aí a Lumber, é preciso mencionar também que a capacidade limitada da quantidade de vagões que a empresa ferroviária fornecia, assim como as péssimas estradas de rodagem, tiveram um aspecto positivo, pois colocaram um freio ao ritmo do desmatamento, que poderia ter sido ainda mais intenso. Além do mais, se o ramal de São Francisco tivesse alcançado Foz do Iguaçu, margeando o curso desse mesmo rio, como se planejava inicialmente, as florestas de araucária do sudoeste do Paraná teriam se esgotado muito mais rapidamente, e talvez não existissem os remanescentes significativos que ainda persistem naquela região.

Lazer E Cultura. 8ª B

Lazer


Década 1940: a fase pessimista
O pessimismo e o medo gerados pela Segunda Guerra Mundial vai influenciar este período. O existencialismo de Jean-Paul Sartre , Simone de Beauvoir e Albert Camus vão influenciar os autores desta época. Na Inglaterra, George Orwell faz uma amarga e triste profecia do futuro na obra 1984







Cultura


No início do período republicano brasileiro, as questões em torno da educação popular
se resumiam em diminuir o analfabetismo da população. A estrutura política sofrera
alterações substanciais e as oligarquias assumiram o poder sem abrir mão dos
privilégios sociais e políticos criando um cenário merecedor de especial atenção e
pesquisa. A década de 1920 apresenta-se com relevante importância no cenário histórico
e educacional brasileiro. Depois da Primeira Guerra Mundial, além do crescimento
industrial, o Brasil, também, passou a intensificar e diversificar suas relações comerciais
e financeiras, principalmente, com os Estados Unidos da América. Juntamente com as
mudanças econômicas vieram as transformações culturais. A década de 1930 destaca-se
pelas mudanças ocorridas no âmbito da política, da economia e da sociedade brasileira,
mais, grande parte destes acontecimentos tiveram suas origens, ainda, na década de
1910 e 1920. Distante deste cenário de inquietações teóricas e políticas, uma outra
realidade se apresenta, principalmente, em regiões em que o processo de colonização
ainda era incipiente abrindo um grande campo para as pesquisas educacionais,
principalmente por não serem numerosos os trabalhos em torno de temas educacionais
nestas regiões. Para discutirmos políticas educacionais e a história da educação na
região do atual município de Concórdia no Estado de Santa Catarina nas décadas de
1920 e 1930, inicialmente precisamos investigar alguns aspectos da política e da
economia em nível nacional, considerando que as ações educacionais se constroem
historicamente, como parte integrante do processo de constituição do ensino público
elementar, tentamos reconstruir elementos históricos que contribuíram para a formação
das políticas educacionais brasileiras para posteriormente analisarmos suas influências
mais diretas em nível regional. A década de 1920 é para a maior parte do interior do sul
do Brasil, um momento de dificuldades estruturais em todos os setores e a educação
formal era realidade para poucos. O atual município de Concórdia, na época distrito de
Cruzeiro, com o nome de Queimados, revelava tais condições. De modo geral este
estudo revela parte da História da Educação Catarinense destacando as condições
educacionais e sociais do período inicial da História do Município de Concórdia,
procurando relacionar fatos locais com a política econômica e educacional do Brasil.